28 de outubro de 2009

"..encalhou sem nenhum motivo no beco sem saída da existencia de Deus."
Gabriel García Márquez

5 de setembro de 2009

88 - O fantasma da Orquídea invisivel que perdeu a alma

inseto que procura sua alma
sua flor
a qualquer custo
sem saber do que procura
e que sua procura
é responsavel
pelo
organizado
cAOS
do mundo,
alem
dos vermes
que nos servem.


pr.
01.08.09

25 de agosto de 2009

PESCOSSO COLORIDO em PORRALABAKATA BIG BANG (2005-2009)


1-Vindo de Recife
2-na hora
3-e no tempo certo
4-pra bombar
5-o vale das sombras.
6-Kombatente bem manchado emplaca em drop sterio
7-de Rio doce ate Barra
8-mais um caso
9-com mulheres
10-loukos e afins
11-vivendo o lado kent (do jogo)
12-no ateke
13-das casca
14-para todos os lugares.
15-Na teoria, na prática
16-nas ruas envenenadas
17-perpetua
18-a evolução da espécie (Kromew).
19-O peso do tempo
20-ressucita o passado
21-a"riscando" a"liberdade"
22-em busca da prata
23-e do clima certo.
24-A queixa crime adverte:
25-Se nao altera as sensações nunca pode chegar

Ficha Técnica:
ESCOBARE
BANTORRA
BRIG82

21 de agosto de 2009

87 - Se ele existe, joga pro outro lado

O bem pode até existir
lutar...
e vir..
mas ele sempre se vai
nunca dura por muito tempo
se existe algo superior...
algum poder extraordinário,
ele faz parte do outro lado...
pois o mal
na vida,
no que é real
nunca morre...
só o mal nunca morre...
já diria o dono do machado
o chamado filho do espírito
santo
mais conhecido como Zatanás.


21.08.09

pr.

86 - Para Raulzito, meu testemunha

Inferno
astro principal
da comedia sem graça,
anual sacrifício que relembra
o erro em estar vivo
e como em todos os anos
que me lembre
sangra garganta
sem honra para dar
ao nome
a maldição
do nao acontecido
preferido.

21.08.09
p.r.

19 de julho de 2009

85 - 3:33 O Corredor na linha do Tempo.

E o condenado que fica emprensado
no corredor das dores
anunciada morte
de cada dia
Na vespera do ato
o que?
Inicia
diariamente um vício.
Suicida-se,
sabota a cadera
e tem nisso,
uns vinte dias
adiados
cabou as agulhas.
Contagotas manchado
envenenou as lamúrias passadas
perdidas do tempo.

3:33.
19.02.09
pr.

10 de junho de 2009

84 - Sem Ordens

Penso e escrevo.
Escrevo pra depois pensar,
ou até mesmo
me faço
escrever,
para nunca mais ler.
Mas sempre o ato de pensar,
auxiliado da necessidade de ler,
me descarrega em fúria
o escrever.
Necessariamente sem ordens.

10.06.09
pr.

26 de maio de 2009

83 - Rezo

Sempre quando estou com algum problema
ou angustiado,
deitado na cama,
à espera do sono
que nunca chega,
costumo contar até mil.
Quando o aperreio é maior,
e os pensamentos nao me saem da cabeça,
conto até dois mil.
Assim me sinto mais protegido.

pr.
26.05.09

Aleister Crowley

..Uma rosa vermelha absorve todas as cores,
menos a vermelha;
Vermelha, portanto, é a única cor que ela não é.
Essa Lei, Razão, Tempo, Espaço,
toda Limitação, cega-nos à Verdade
Tudo o que sabemos sobre o Homem, Natureza, Deus,
é apenas aquilo que eles não são;
é aquilo que rejeitam como repugnante.

(Aleister Crowley, Liber CCCXXXIII, Cap. 40)

4 de maio de 2009

... Dostoiévski

il faut que jeunesse passe - é preciso gastar a mocidade
- O Jogador

28 de abril de 2009

82 - A descoberta

Sempre baní e amei puramente
o desejo e o fato
em sí,
sem almeijar o extra.
Ordinario resultado obtive
em mostrar o real
em mim,
que assusta alheios sonhos
na descoberta,
de que sou
o nada
e sofro por nao me esperar...
Apenas sou,
por nao significar.

pr.
28.04.09

13 de abril de 2009

Bertolt Brecht

Se Fossemos Infinitos

Fossemos infinitos
Tudo mudaria
Como somos finitos
Muito permanece.

B.B.

12 de fevereiro de 2009

*...

"..escrever é desprezar-me; mas não posso deixar de escrever. Escrever é como a droga que repugno e tomo, o vício que desprezo e em que vivo. Há venenos necessários, e há-os sutilíssimos, compostos de ingredientes da alma, ervas colhidas nos recantos das ruínas dos sonhos, papoulas negras achadas ao pé das sepulturas dos propósitos, folhas longas de árvores obscenas que agitam os ramos nas margens ouvidas dos rios infernais da alma."
B.S.

11 de fevereiro de 2009

* J. Dilla


E ontem (dia 10) foi aniversario de morte de Jay Dee, ou J. Dilla.
mais um ano sem o "homi".
salve salve.

10 de fevereiro de 2009

* calado

Saber permanecer calado
quando vaiado
e quando aplaudido..

10.02.09

pr.

5 de fevereiro de 2009

*

"...até no apodrecimento há fermentação."
B.S.

3 de fevereiro de 2009

* Aniversario do meu amor

hoje meu amor faz 95 anos
meu bairro está em festa
e a cidade,
tem trÊs cores.
parabéns santinha...
continuas sendo minha,
amada cruz.

pr.

28 de dezembro de 2008

81 - Delas

Hoje nao quero falar delas,
nao quero nada que me parta,
reparta,
que me divida e invada a alma,
para então partir
e deixar-me,
com minha mediocre
realidade.

pr.

28.10.08

27 de dezembro de 2008

... Musica PEsCoSSo Colorido

Eu tenho as chaves
que te abrem
até as portas do inferno,
as piva rebola junto
saca e cola logo perto,
mesmo incerto,
sinto o interesse que disperto,
e nao espero
pergunta se quero
nao nego
e cerco...


pr.


by escobare

musica nova do pescosso que logo menos vai tá lah no myspace.com/pescossocolorido

80 - O sonho das almas

Enquanto ainda lúcido,
ante a predestinada e esperada
velhice falha,
de lembranças confusas
e amargas marcas bloqueadas,
com as pastas temporarias excluidas
há datas passadas,
me aproveito do presente
recente em minha mente,
para descrever em palavras
instantes lindos e libertinos,
nao perdidos nas lembranças falhas
em nausea,
por terem sido esquecidos.
Duzentos e cinquenta milhas distanciavam
dois corpos atraídos por um ímã.
Distancia esta,
nao percorrida pelos sonhos,
que aproximavam as almas das crianças
que brindavam e brincavam durante
as longas madrugadas dos amantes
da noite eterna repleta
de estrelas solitárias.
Uma atração nao justificada
pela bela princesa,
que escolheu,
justamente o errante
já marcado pelos traços
da margem ao lado.
Impulsos fortes os ligavam,
rente a pureza dos anjos,
livre dos males absorvidos
no percorrer das descobertas
dionisíacas,
na noite das estadias temporarias,
que marcaram.

pr.

28.08.08

79 - Feliz morte anunciada

Não
controlo minha vida,
não
escrevo minha rotina,
minhas vontades,
talvez
nem sejam minhas,
o descontrole me domina
e de tudo necessito.
O egoismo poético de minha escrita
não
me permite,
filosofias e políticas alheias
a minha existência
de eterno conflito desordenado do niihil,
sem perspectivas ou significados.
Será que sou ou serei tudo que acredito ser?
Inseguro?
por nao acreditar?
em nada?
ou no nada?
Sou o maior niilista que conheço.
Chego a não acreditar
na potencialidade singular de meu ser.
O desconforto da incerta
e niilista vida que mergulho.
Será que preciso das forjadas paixões
que me servem,
para brincar de alimentar minha escrita,
mesmo sabendo que nao existe essa infinita
paixão definitiva.
Na ausencia de controle e
busca de sempre mais,
me enquieta a data
na qual
sempre fico mal,
por saber que
a cada dia,
o senhor do tempo me tira,
dias,
e por isso
sempre acordado fico,
e ainda nada sou.
Apenas mais um marginal,
olhado de lado,
condenado,
mesmo antes de julgado,
pelo crime inafiansável,
de amar uma amada
odiada em varios estágios.
Quero o universo,
mostrar o conflito
e dizer que nao aceito
e desacredito,
por descobrir verdades que ferem,
que não devem
e nem podem,
ser ditas.
Eu grito.
Que somos o nada,
nao existem deuses,
e que nossa vida
é igual a de uma pedra ou galho,
que são o que são,
porque nós criamos os signos,
e nada são alem de pedras e galhos.
Dizer ainda que a arte,
meu vício,
um pouco alivia,
e que vivo minha escrita,
o passatempo imoral que de nada serve,
para aqueles que vivem
a enganadora realidade da (ID)ota mas(midia)s.a.
O que sugiro?
Um suicídio alternativo
como alternativa,
para o absur(sur)do da
vida
dos mortos-vivos.
Porque os vivos nao vivem,
e os mortos...
poucos (os) sã(m)o
aqueles que ficam,
eternizados,
no real mundo pensado
dos que viveram e nao foram
corrompidos.
Os incompreendidos,
renegados e abortados filhos de seu(senhor)
tempo,
para que num futuro,
inserto e inseguro,
talvez serem adotados,
estudados nos livros empoerados,
pelos poucos bons frutos
dos mortos anunciados,
que continuarão oficio já dado
há datas passadas
sem temer o reinado.
Ser seu proprio rei,
único,
e viver como uma estrela,
no brilho real e escolhido
de sua órbita definida
e trilhada,
sem interfirir na rot(in)a
dos mortos-vivos escravos,
os coitados,
que nada são alem de pedras
e galhos mandados.


p.r

31.08.08

78 - Aguas rasas

O caótico ambiente em que estamos,
reflete na agua pura e turva
de total descontrole,
de nossos sentidos,
que nos levam
irreversivelmente
ao momento de espanto.
Se eu dissesse...
vem comigo.
Quem iria????
vida errônia nao entendida.
O que eu fiz?
Pensar no que farei.

pr.

08.08

77 - A culpa do Sol

Nascí à noite
e nao suporto,
o calor do dia.

pr.

08.08

76 - Não, disse o nada

nao desmereço nada
que nao conheço,
respeito,
apenas nego e nao acredito,
naquilo que nao viví,
e que nao conheço.

pr.
08.08

75 - Imã

De onde vem o imão
que liga,
as estrelas singulares
no decorrer,
das infinitas linhas.

pr.

08.08

74 - Mitos para os cínicos

A arte os mitos se renderam
a ilusória estabilidade.
Poucos foram os loucos
que viveram e lutaram,
na crucial batalha
da realidadde do saber,
nao crer em nada
e viver,
na mortal singularidade do ser.

08.08

pr.

73 - proprioprósito

a arte torna a vida aceitável e suportável,
mas nao menos niilista,
que o seu próprio propósito ilusório

pr.

08.08.08

18 de novembro de 2008

>>> Quando ela foi para os seus braços tinha pressa

A velocidade do prazer antes já compartilhado

Se viam e ao se olhar sabiam
o que o outro queria.

Queriam se amar com fervor.

Dedos na carne escorregadia,
bocas entre-abertas, pescossos elevados,
magnetismo pulsando.
Poucas frases tolas sobre outro lugar.

Ele a olhava como a caça olha a sua presa
e sentido-se assim pela primeira vez,
ela se deixou encurralar.

Ia ao seu encontro para repetir.
Tudo de novo. Sem pretensões de ir além.
Para sentir o mesmo cheiro e o mesmo gozo.

Saia com diferentes impressões,
principalmente contente pelo destino
e por andar nas ruas recém saída de mãos sujas.

Pensava como a vida se resume na concretização de prazeres.

E muitas vezes se sentia realizada,
por ter feito o mais fácil dos papéis de mulher:
achar um par faminto e ir para qualquer canto escuro.

Ele a beijava com gosto de pó,
era como se o gosto fizesse parte dele,
e naqueles momentos, parte dela também.

Se exibia nu,
cheirava para me-ter mais,
infinitas tranzas iguais,
geralmente ela que ia atrás.

Como um bicho que desiste da vida.

L. ( http://labirintodeintuicoes.blogspot.com/ )

creditos para Laurinha :P
lindaaaaaa.

72 - A Raiz do Problema

Como cortar o mal
pela raiz,
quando na raiz do mal já
instalado
à sete palmos,
caem frutos podres
à sete metros
e ainda estalam,
maçãs puras e
ordinários
pensamentos recalcados
nos glóbulos de vida
errônia e de mal
cuidados,
por sentimentos
obtusos de melodramas
orbitários.

p.r.
18.11.08

3 de novembro de 2008

*Perpetua (Musica do Pescosso Colorido)

Por que nunca????
Desmascararam toda fria aposta.
Por que nunca???
Desde o começo nego via e aposta.
Na mutuca.
Tudo acostuma a levar nas costas,
nunca aprende e ainda gosta
troxa
vai ficar na bosta.
Varios palacios, varias vertentes,
varios barracos,
as suas mentes,
seus afluentes,
pontes e carros,
putas e trapos,
repara só,
todo cuidado eh pouco quando um dia tudo vira pó.
Nervoso em tudo,
com ou sem estudo,
falante eu mudo,
pé no sortudo enquanto almas viram turnos,
já nao importa quem é,
só mete a porta o refém,
metendo o fogo no comando o pavil curto a tropa.
São toneladas voando da colombia pra cá,
forças armadas protegendo pra nao imbaçar,
pousando em pistas clandestinas
pro radar nao vê,
trocando as fardas, fuzis, foguetes,
facas, PT.
Beretas vindas da Líbia pro território do B.
Livre comercio disbanca e impanca,
implanta filial
nas terras dos Xavantes.
Penera, penera,
não é mera coincidência,
Heritroxilon no Brasil
nos traz a consequencia.

letra do Bantorra

71 - Não o Bairro

As cordas dos sonhos
que ainda hoje
me acordam,
insistem em enforcar,
os entes próximos
e queridos,
em maléficos ritos.
e o fio continua solto...

pr.

03.11.08

70 - Barca do Charolastras

Faço parte,
e quem não faz???
De uma chamada barca,
de calhordas
charolastras,
difamados
mas falados,
que são notícias
nas casas aladas
das namoradas
puras de corações
com magoas passadas.
O que fiz não lembro
nem tão pouco lembraria,
disse me disse faz a lenda
na cidade de regalias,
com semi-deuses
(peço licença)
todos soltos,
de rostos altos
e narizes de alpinas,
que escondem a sujeira
das podres almas
de passado suspeito,
que charolastra nenhum
investigaria.
Estou sem tempo
no momento
para agentes da CIA,
que no cio perdem tempo
em especular
a alheia vida.

Pr.
03/11/08

29 de outubro de 2008

69 - O Nascimento

A nascente do prazer é a arte,
para os sábios,
e para àqueles que não sabem.

pr.

08/08/08

68 - Freestylover do Jornal

O conto do jovem estivador amador que se ilude,
o canastra marcado
baralho cortado,
taró do jornal na novela
o recado.
Sopinha quentinha
soninho tranquilo,
no meio da noite a amada sorriu,
com dores no estômago o jovem pediu
ajuda ao demônio
que outra dose serviu.
Encontro agonizante,
mal amada o momento
o instante,
caçadora de rato
chama a cria e parte,
pra penumbra do rito
num sequestro de almas puras
que contaminaram o lixo.

pr.
27/10/08

15 de outubro de 2008

67 - O peso do Verbo

O quanto de verdade suporta o espírito ???
quase nada,
acostumados com a mentira,
os vaidosos cegos
pelo ego
se esqueceram das crianças,
e da beleza de ser
o que se é.

pr.
15.10.08

30 de setembro de 2008

...

"Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos. Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu...
Constelo-me às escondidas e tenho meu Infinito"

B.S.

Livro do Desassossego

23 de setembro de 2008

Show PeScoSSo ColoRido - festa do levante


O PEscosso ColoRido vai tocar nessa festa, cujo objetivo é arrecadar dinheiro para o tratamento do nosso chegado JB. Ele foi ferido em um assalto alguns dias atraz e levou um tiro pelas costas. Está impossibilitado de andar e precisando de nossa ajuda para manter seu tratamento.
Vamos todos chegar junto, por uma causa nobre. Vão ter varias bandas legais e com certeza vai ser um show irado. Vamo lotar o Armazem 14.
agradeço a todos.
JB também agradece.


favor, copiem o cartaz e façam a divulga para todos

pr.

22 de setembro de 2008

66 - Das Cascas

Parado à frente do relógio,
o corpo não acompanha a mente
o estomago sofre o alimento ausente
e a pele expulsa as camadas que não mais fazem parte
deste ser eloqüente.

22.09.08
pr.

16 de setembro de 2008

procura-se

assassinos por natureza,
para exterminar grupos de extermínio.
valor da missão:
1 bala de prata cedida pela ONU.
vote: Chapa 1
para presidente
.Marcola
governador
.Beira Mar
porque o crime é organizado.
bota o saco na cabeça,
arranca a orelha e toca fogo.
vamos cremar nossos cadáveres
e desapropriar os cemiterios
construir casas populares
em tumbas de mortos sem terra.

alucinação cientifica.

pr.

9 de setembro de 2008

"Maconha no Brasil foi liberada
LaLaiá
Até o presidente já fumou,
LaLaiá..."

4 de setembro de 2008

frases do papa

como diria meu pai...

"a pessoa só tem as coisas quando compra...'

ele escutou isso na mesa de um bar e nao para mais de falar...
comprou até uma telona de 32....
hehhahahha

2 de setembro de 2008

vou tentar escrever sobre o silêncio....




















p.r.

65 - Não me serves

niilista pela falta,
nao por opção,
me nego à vida,
pela arte.

pr.
02.09.08

29 de agosto de 2008


para nao esquecer dos que foram
comemorando ainda
os que vieram.

"cola para os pobres,
coca para os ricos,
Coca-cola é isso aí"

"mesmo um relogio parado,
costa certo as horas
duas vezes ao dia"

um dos ultimos registro de Erickson Luna,
foto por Adauto Jr. - Mercado da Boa Vista

64 - O querer

sempre querer,
sempre mais,
será isso bom ???
mesmo quando
com o saber,
de que sempre menos
tenho,
por querer,
sempre mais.

pr.
29.08.08

21 de agosto de 2008

63 - O pior dos Eritroxilons

A monotonia de mim mesmo
me apavora,
não por mim,
mas pela vulgar sabedoria da estupidez humana
que sonha diariamente,
na rotina que é,
a pior das cocaínas,
e sofre pela falta do sonho
na noite mal dormida.
É o veneno na veia,
aquele que alimenta
o sonhar,
mesmo sabendo que este,
é o sono da vida real,
e que os mortos,
não são aqueles que morrem
(pois estes já não o são),
e sim os que nascem,
já póstumos,
pela certeza da noite eterna
em meio a equações de tempo e espaço,
que refugiados pela fé,
nos levam sempre ao inexplicável,
o nada.

pr.

21.08.08

20 de agosto de 2008

62 - Meu Ultraleve

E hoje me lembrei de Mané,
que com um tiro no pé,
me perguntou se pó(é)de cheirar.
Respondí que pó(é)de não,
se tu só conhece pedra então,
não mais deve tomar
tiro no pé,
de ladrão.

20/08/08

p.r.

recaptulando

primeiro foi o santinha,
depois veio a garganta,
na melhora a recaída,
piso em falso,
outa ferida,
fura um ferro enferrujado,
no meu pé,
pelo descuido cai o fone
no buero,
soa um aviso de um amigo
isso é carrego.
anoiteço tenso,
acordo mal,
uma nova peste
no pescoço
torcicolo de agosto.
já foram 6 mazelas e
ainda faltam 11 dias
me preocupa o amanha.

20.08.08
pr

15 de agosto de 2008

...

nem santinha nem dorinha,
por hoje...
domingo eh um novo dia...
levanta ou se enterra na merda.

14 de julho de 2008

61 - Meu Dom de Querer o Não me Ter

A noite lenta e vazia silencia
a angustia presete,
resultante da ausência de sonhos
tão constantes
nesses momentos
de sombras,
que flutuam impalpáveis
num acordo mudo com tudo.
Descreve-se o luar pela dádiva,
a perfeita visão da inesgotável sensação
apaixonante do novo seio em mãos
amáveis,
pela primeira vez em contato
que escape,
aos olhos verdes tão lindos e questionáveis,
num interrogatório tão satisfatório quanto
a visão atenta das safiras fixas
cercadas por um luto
em minha face,
ainda não amarga.
Passei a noite a observá-la, ali,
linda e estática
enquanto dormia intocada.
Por poucas vezes pude desfrutar
de uma noite inteira a observar
uma criatura tão linda,
que adoeceu-me a idéia
de que aquela última seria,
a mesma noite ingrata
que me traz os tesouros
e me leva a alma,
ainda intocada.

p.r.
14.07.08

.

“omnia fui, nihil expedit – fui tudo, nada vale a pena"

imperador Severo

10 de julho de 2008

o santinha voltou, porraaaaa...
agora só falta dorinha
:P

7 de julho de 2008

...

Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e o representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida – umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.
Não é esse o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de idéias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.

Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa

30 de junho de 2008

*

"Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é, aliás, a única que há. E capricho, às vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vômito para aliviar a vontade de vomitar."

B.S.

10 de junho de 2008

... Boulala was a inoscent (ou seria Sid Vivious???)


na foto o skatista porraloka Ali Boulala, que é para os grandes empreasarios do skt mundial +- o que a Amy Winehouse é para sua gravadora. O Demônio. Ao lado dele Shane Cross. Essa foto é de um dos ultimos rolê que ele e Shanne deram. Ano passado ele se envolveu em um acidente de moto, no qual estava pilotando e levando na garupa o camarada de marca (Flip), Shane Cross, de apenas 19 anos, que faleceu. Após uma confusão em um bar na Asutralia, os dois fugiram na moto de Boulala, ambos sem capacete (claaro), e se chocaram com um muro. O tb skatista Gonzales, presenciou tudo e relatou o fato, nao antes de de soltar a célebre frase pra Shane, que se encontrava com a cabeça desfigurada pela batida. "Te encontro no inferno dentro de dois anos". A marca Volcon, que tb patrocinava os 2 na epoca até fez um video em homenagem a Cross (claro que nao era pro Ali). Boulala, alem de ficar mais sequelado do que jah era na epocA (agora medicamente debiloide), está em uma cadeira de rodas e vai cumprir 4 anos de prisão na Australia (o julgamento ocorreu mes passado). Problematico o menino nao???
Deve ter caido muito de cabeça.
Homenagem ao cara neh...
ta na gaiola...
mas tá vivo.
O errante.
Sempre foi o mais jogado...

4 de junho de 2008

60 - O Transplante

O canto do inocente jovem que renuncia
ao já gasto coração doente.
Iludido aprendiz que clama
por um transplante,
o novo,
urgente.
Para que não mais em dor
faísquem os olhos,
Troca o coração que sangra,
mantendo vivo
e sem ódio,
uma diferente inaugurada peça no corpo
que impeça,
a ridícula obsessão pelo outro
passado,
eternizado no ato
sublime,
suicídio do coração solitário.
Para oportunar novamente ao corpo,
o amar,
e desta vez
talvez,
ser amado.

p.r. 04.06.08

2 de junho de 2008

59 - Exílio do Corpo

Simétrica ética do corpo
com estética,
perfeita harmonia recorre e consente,
acordes do centro da alma
atende,
ao toque e sente o estomago
em doses
desenfreadas de gozo extremo
que torne,
o momento exato do clímax
um imã...
Esnoba,
palavras de peso na medida em que o nervo
trêmulo,
trata com apego o desconhecido gosto novo
do enredo
já estudado,
o lindo caso infinito do dia
em que a noite eterna
companheira ausente seria,
o acordar do velho sonho que me valha
todo tempo em que estive no estado de alpha.
Retorna ao corpo cansado e já gasto
com um pequeno prêmio
o consolo foi dado,
quando o velho sábio cubano centenário afirma
cada prazer de momento vivido,
eternizado na noite,
sem mitos
equivale a dez anos de vida doados ao exílio.

p.r.

02-06-08

20 de maio de 2008

...

"..netos do Destino e enteados de Deus, que casou com a Noite Eterna quando ela enviuvou do Caos que nos procriou."
(Bernardo Soares) ou F.P.

16 de maio de 2008

58 - Bandeira Parada ao Vento

Aquela desagradável sensação de culpa
que atormenta as noites em claro,
é o sussurro mudo de deus,
que,
esquecido pelo mundo
se revira no túmulo.
Sofre a alma do Ateu
em compaixão por um deus
que nunca conheceu,
pois,
este ser ausente,
esteve sempre morto.

p.r.
16.05.08

57 - Para o Amigo Publicitário

Precisa-se de um motivo.
Precisa-se de um bom motivo.
Precisa-se de um bom motivo,
pra precisar de motivos.
Motivam-me motivos já sem motivos,
pra motivar seres vivos,
motivados por químicos.

p.r.
2006

12 de maio de 2008

* Trecho da musica Revelação - Valete

...Tu fazes muitas críticas, acusações e perguntas
agora vou abrir o jogo, só para ver se tu aguentas.
Deus só existe fantasiado na vossa mente
eu sou Diabo,
o único ser superior existente
vocês são minha criação, feitos à minha semelhança
por isso é que o mundo é um palco de Malevolência
quando praticam o Bem é só um acto de desobediência
vossos instintos naturais são o ódio e a ganância
terão sempre a ditadura, a escravatura, a opressão
descriminação, censura, repressão
minha função foi criar-vos para autodestruírem-se
para fustigarem-se, invejarem-se, consumirem-se
para mergulharem na imperfeição,
erro e pecado
enlamaçarem-se no Mal que eu tenho libertado
vou assistir, disperto e alegre ao vosso caosinquieto
até este planeta se tornar na Terra-Mãe do inferno
Deus só existe fantasiado na vossa mente.

musica Revelação
album Serviço Publico ,
do Repper Portugues, Valete
produça de Sam The Kid

7 de maio de 2008

...

...e se for pra escolher,
eu fico com a cirrose,
que eh melhor do que o cancer...
e a Aids.

56 - E o Tempo, como está?

Fuma pra comer,
cheira pra cagar,
bebe pra mijar,
comprimidos pra dormir
e despertador pra acordar...
agenda lotada.

p.r.
07.05.08

6 de maio de 2008

...

um salve para as baleias,
e para as putas de fama facil,
com cachÊ mais barato
pra nao ficar no anonimato.

17 de abril de 2008

55 - Vende Fiado ???

Mais uma na conta.
De minhas palavras gastas,
pra esta criatura ingrata
que ainda hoje me ataca,
nos sonhos.
Mais uma noite,
na pendura.
O morcego sofre a falta
do afago,
lamenta em casa
antigos casos,
nota escorrer uma lagrima
que não sente
nem quer muito.
Deixa escapar
na madrugada,
mesmo em sonho,
a sensação de abandono,
por sentir um doce abraço,
e relembrar um gosto amargo
que outrora fora mágico.
O demônio continua solto,
e o vampiro,
com sua sede insaciável,
acordado.


pr.
17.04.08

16 de abril de 2008

*trecho de Apenas um Dia (*09)

...Agora ela me apareceu repentinamente,
fisgando pelos dentes,
com seu sorriso encantador e rosto de deusa egípcia,
transbordando de boas energias
e enchendo um pouco mais o meu vazio...
...a bela da minha comedia confusa e marcada pelos maus traços
e tratos desta minha vida mal vivida
e novamente...
confusa, de momentos...

post para linda criatura que tentei conhecer por esses dias...
axo que assustei a menina...
linda menina, nao fujas mais de mim. :P

e começa tuuudo novamente


p.r.

10 de abril de 2008

54 - Para meu Amor verdadeiro

Para meu amor verdadeiro...
minha vagabunda,
prostituta dos domingos.
Que apanha em casa
leva na cara
leva de quatro
de tantos outros menos amados
mas ainda sim
eu amo.
E não sou abandonado
ate a morte,
minha,
o verdadeiro amor,
o eterno casamento
que supera todas as crises
e humilhações,
sem abandona-la
nunca.
Sabes que és eterna
minha santa
és a minha cruz.

p.r.
10.04.08

1 de abril de 2008

53 - A margem e As virgulas

Virgulas
preciso delas,
para separar as palavras
que não se encaixam com nexo.
Enquanto desço uma escada desde o teto
partindo de uma simples vírgula na margem do verso.
Seria tão bom se todas as palavras usadas
Após serem repetidas e ditadas
Se reencontrassem abaixo
No momento
Esperado
Na mar
gem d
meu
ver
so
.

p.r.
04-01-08

7 de março de 2008

52 - direto na tela, sem backspace

escrevo por falta de opções.
pontos.
.(s) de vistas
em vistas,
invistas e
percas.
de tempo,
espaço,
das linhas que guiam o que faço,
torno a escrever
as mesmas palavras
sem saber
o real significado.
saem soltos os frutos,
em furtos
de letras e vogais,
que voagais aos reinos
direto do inferno,
no inverno a minha estação
sem graça,
escuridão que ataca,
as mesmas vistas
dos pontos.
me finjo de cego.

p.r.

07-03-08

51 - Individualista

Aquele pedido não feito,
ficou perdido,
no tempo.
Aquela aposta não feita,
trouxe lágrimas e tristeza.
Aquela dúvida permanente,
que atende,
pela sensação de não estar em casa,
a náusea,
hoje pregada na parede.
O estrangeiro em seu teto,
torna a perder,
por nao poder
amar...
A dois.

p.r.

07-03-08

14 de fevereiro de 2008

50 - A Nave

Uma nave perdida percorre
um universo vazio.
Sem estrelas nem rotas,
apenas infinitas sobras,
do que um dia fora
uma constelação febril.
Quente como já foi a Fênix,
tornou-se frio,
sem mais acreditar em cinzas.
Pegadas apagadas na trilha,
sem rastro o louco desanima,
e passa a acreditar em ciclos.
Mais uma volta
em torno do corpo,
e ainda assim não encontra nada.
Pede licença, em solo,
um curvo,
que acompanha o piloto,
voando rente junto a asa.
Também o corvo esta perdido,
mesmo universo hoje em conflito.
Vagar pelo vazio lhe causa,
um sentimento vago,
a náusea,
pede licença e invade a alma,
descobre o medo infantil.
Tropeça em partículas do nada,
cai num buraco escuro e vaza,
rumo a um novo universo,
que ainda assim esta vazio.
O novo sempre vem vazio
e a nave sempre a procurar,
motivos de voar em círculos,
mesmo sem ter o que buscar.

p.r.

14.02.08

30 de janeiro de 2008

* Homenagem a J. Dilla aka Jay Dee






Esta proxima semana tem duas datas significativas para musica, e uma só pessoa a ser lembrada (apesar dos nomes). J. Dilla, ou Jay Dee, faria seus 34 anos no proximo dia 7 de fevereiro, se nao tivesse morrido no dia 10 do mesmo mês de 2006. Dois anos sem Dilla e muita falta faz o homem para musica.
p.r.

29 de janeiro de 2008

49 - Depois da Perda (A Ampulheta)

A eterna ampulheta do tempo sempre será virada ao final dos grãos,
e de grão em grão,
a cada noite que acumula,
o senhor da vida destroi um pouco mais do que resta,
ou que já existiu algum dia.

p.r.

11/07

24 de janeiro de 2008

48 – Nossos Encontros

Não pede licença,
quando entra,
e rasga tudo em seu caminho.
Caminha pelas minhas veias,
estoura vasos,
faz escorrer o melado,
jorra o vermelho sangue à face,
que rapidamente age,
marcando ao céu um ponto fixo.
E ali fico.
Enquanto espero o tempo mínimo,
com carne viva ainda
o instinto,
não me deixa abandona-la,
minha amada.
Conheces bem meu raciocínio,
estomago fraco,
o inimigo,
ataca antes a garganta,
e sobe ao cérebro,
lembranças,
dos locais em que nos vimos.
Nenhum banheiro passou despercebido.
Nenhuma lastima se escondeu durante o rito.
Nenhum pensamento foi omitido.
Todas verdades foram ditas
no transe do espírito.

p.r.
24.01.08

47 - Omitido

Omitido,
fecham-se os olhos quando se presencia a carga,
mas com ouvido não tapado,
de nada adianta o descaso,
ao acaso,
lanço rituais e travo,
uma batalha,
alimenta minha alma,
que eu repito.
Continuo vivo,
e vivo,
na busca desenfreada,
uma só casa,
o lar de Dionísio.
Toda festa já está paga,
palhaço canta suas magoas
pra no fim ser esquecido.
Mas que ritual esquisito.
Os papeis foram invertidos,
A Peste domina o recinto,
e quem não foi contaminado
é quem está escanteado
a margem do castelo
ao lado,
de quem não teme o reinado.
Continuo persistindo.

p.r.
24-01-08

16 de janeiro de 2008

46 - O mistério

E depois de tanto procurar,
no travesseiro, banheiro ao chão,
nas casas ou abrigos ao luar,
cansado e fatigado sem discursos mais a levantar,
um sentimento de criança ressurge das profundas lástimas,
arrastando tudo em seu caminho e tornando a confusa caça drástica,
num retorno a extinta face mágica
que ativa as partículas e enzimas do prazer,
tornando pouco mais o meu ser
amado pelo verbo.
A redescoberta do antigo e verdadeiro amor,
minha mus(ic)a,
meu mistério.
A vida para mim,
sem ela,
também não faria o menor sentido,
como bem antes já havia o filosofo dito.

p.r.
16-01-08

7 de janeiro de 2008

* Cut-UP de "Sid amava Cleo", por Laura Lins (Laurita)

Torna-se fantasia. Incapaz de ser o que é.

Perversões e maldades do ser,
cura todos os estados anormais.
O exagero da loucura no amanhã, acho que durmo.

Cocha Bamba se alivia pela escrita.
Quando a pouco, agora é cinco, sol adentro.
Assumir meus ofícios e levantar.
Hoje tive dificuldades para as almas livres de
momentos, que oprimem até o vento, pelo resto
ao redor da margem.
Não pelos tão belos vícios, destruindo. Não
acreditando, negando ser o aceito. Nem quer,
mundo que não é, que não tem motivo de viver.
Vive a passar o tempo descobrindo, passatempo de
viciado, talvez arte de lamento. Apenas
passatempo.

Bombas suicidas em guerras falidas
Não existem sequer motivos do nada
A espera... do nada.

Do nada no meio a acreditar em nada
Possibilidades. Encaro meu cérebro e nado no
espírito encarnado.
Ou ate mesmo isso, outros daquilo,
Transe. Muitos chamam.

Escrita possível.
Meu atual estado tornado um pouco mais niilista.
A caída no mundo.
Ao chão minha inicial juventude.
Talvez pelo fato que marca rente o fracassado da
sociedade.
Encarnado.

Dizeres com meu próprio ser, caindo em
discussões e contra-realidades, inseguro e
transbordante, pensante.
Me pego o mais puro e ordinário.

Loucura.
Acontecimentos e fatos, é uma real.
Teorias e coisas.
O pensamento a mil que relaciona o momento mais
assustador.
E sinto, na cama de olhos fixos,
quando às vezes estou deitado, minhas magoas.
Aos poucos, vida. Até a morte me causa amor. É,
não agüento por nada. Não esqueces quando a
conhece. Elogio a grande amada.

26 de dezembro de 2007

45- Matematica do Pirata

--------------------------------- El Pirata


Ate onde suporta o corpo,
a medida.
O quanto de verdade suporta o espírito,
o peso.
Somadas as partes,
saldo positivo,
mentira.
Divididas as partes,
saldo negativo,
a vida.

p.r.

26-12-07

20 de dezembro de 2007

* Homenagem a Nenê Altro

*Homenagem a Nene Altro que para mim, é o melhor letrista em atividade no Brasil. Apesar de pouquissimos conhecerem ou reconhecerem. Ele influenciou bastante na minha escrita, ainda na juventude, com sua forma quebrada e desconexa de fazer letras de musicas e encaixa-las em refroes sujos, gritados e agressivos, sem perder a poetica da coisa...muito bom o que ele escreve...pena que poucos entendem as musicas, ou conseguem compreender o que canta. Essa letra é de uma musica do Dance of Days, do disco Coração de Troia (Independente), de 2002.

Macaco com Navalha

Golias ao chão,quebrou seus dentes e
não pode respirar com tanto pó a cobrir
seu rosto encardido.
Golias ao chão!!!
E agora que as estrelas despencaram do céu, qual pérolas aos porcos e você se vê,
com os braços enfiados no esterco, buscando o que perdeu...
quem vai erguer as torres?
Roma está em chamas
e a carne viva, não te deixa esconder
a culpa ao amanhecer.
Lâminas nos olhos, a dor é demais.
Quantos dentes tem sua honestidade?
O sinal se foi...Ninguém vai te ouvir...Deus está ocupado,tente ligar mais tarde.
As listras que ama, tampam sua visão. Rastejando em pânico na multidão, tenta recolher as pressas seus remédios no chão.
Enquanto a lama os dissolve qual deles vai salvar?
O que alivia a dor ou o que te faz sonhar?
Como ter a certeza
de uma escolha justa?
Quem vai torrar nas pontes?
Roma está em chamas,
e a pólvora nos dedos, não te deixa esconder
a culpa ao amanhecer.
Lâminas nos olhos,a dor é demais.
Quantos dentes tem sua mentira?
E ai está você, cobrindo com bandeiras
fraturas expostasnas avenidas.
Em Babel, Aquiles ergue seu troféu, a Napoleão, imperador do mundo
Os anjos a quem estende as mãos, te cospem na cara.
O sistema não mais reconhece tua voz...
Quantos corpos empilhar para conhecer,
caminhos ao céu que te deixem ver, Saturno a devorar os próprios filhos?
As colunas tombam,o indivisível partiu
e ninguém serve café...o Zigurate caiu,
e o Super Homem sem pernas
não pode mais correr!!!

19 de dezembro de 2007

44 - A ordem dos fatores

“Chora quando é pra sorrir. Ri na hora de chorar.”
M.V.
Hoje vou sorrir,
Apropriada reação das hienas.
A desgraça bate palmas pra comedia,
e o palhaço não pode chorar pintado.
Tira a mascara.
Para de fazer graça.
Guardo os meus músculos da face
pois sei que equivale,
cada riso que me roubas,
a mil lagrimas derramadas.
Não consigo mais chorar,
gargalhadas secaram minhas pálpebras.
Mesmo cego, sem os olhos,
já furados no passado,
o dente banguela exposto
denuncia o inverso ato.

p.r.
17-12-07

12 de dezembro de 2007

43- A Nausea

Um desejo, sem frutos.
O não-desejo.
Um engano, sem musas,
só respeito.
Sem discrusos, sem planos,
apenas existindo,
sem luta.
A Nausea me ataca.
p.r.

*foto em gravatá

3 de dezembro de 2007

42- A Perda

A cada imagem que retorna
à cabeça,
com minha mente ainda fraca,
as olheiras,
não enterraram o cadáver.
A perda.

O ultimo grão de areia,
insiste em não cobrir,
o ultimo espaço deixado
à sete palmos.
O funeral foi violado.

A ultima despedida aflita,
o presente
que negaste para mim,
me tira o sono,
sem dormir.
O cadáver virou um Zumbi.

Transita nas noites em claro,
é claro,
com um novo vampiro sempre ao lado.
Logo eu, que sempre admirei a noite,
fujo da lua e seus soldados.

O dragão que atormenta os sonhos,
Confunde sentimentos vagos,
num buraco vazio,
sozinho e convicto,
o mago soletra seus recados:
Passado bom,
é o enterrado.

p.r.
03/12/07

29 de novembro de 2007

41 - Submerso

Silencio que incomoda,
as horas,
iniciam o ciclo.
Roda,
entra o novo,
é o mesmo.
Outrora,
sonhei este momento.
Acorda,
enquanto todos dormem.
Está fora,
do tempo, em vida.
Desaprova.
As margens rente ao rio,
que jorra,
ideias sensuradas,
marcas,
marcam pegadas,
já apagadas
pelas aguas...
profundas são as lástimas.

p.r.

18/07/07

28 de novembro de 2007

40 - Sid amava a Rainha (Cleo)

Elogio a grande amada,
quando à conhece, não esqueces,
por nada.
Não agüento, é amor,
até a morte que me causa
aos poucos, vida,
minhas magoas.
Quando às vezes estou deitado,
na cama de olhos fixos,
e sinto,
o momento mais assustador.
O pensamento a mil que relaciona teorias e coisas,
acontecimentos e fatos, é uma real loucura.
Me pego o mais puro e ordinário pensante,
inseguro e transbordante de realidades,
caindo em discussões e contra-dizeres com meu próprio ser,
encarnado,
o fracassado da sociedade.
Talvez pelo fato que marca rente ao chão minha inicial juventude.
A caída no mundo niilista,
tenha tornado um pouco mais possível meu atual estado de escrita.
Muitos chamam,
transe.
Outros daquilo,
isso,
ou ate mesmo o espírito encarnado.
Encaro meu cérebro e nado nas possibilidades
do nada.
Não acreditar em nada,
No meio,
do nada.
A espera...
do nada.
Não existem sequer motivos para bombas suicidas em guerras falidas.
Apenas passatempo,
talvez arte de lamento.
Passatempo de viciado.
Vive a passar o tempo descobrindo que não tem motivo de viver no mundo que não é,
nem quer,
ser o aceito.
Não acreditando, negando e destruindo,
Não pelos tão belos vícios,
mas pelo resto ao redor da margem que oprime ate o vento
das almas livres de momentos.
Hoje tive dificuldades para assumir meus ofícios e levantar.
Quando a pouco, agora é cinco, sol adentro
Cocha Bamba se alivia pela escrita.
Acho que durmo,
no amanha.
O exagero da loucura
cura todos os estados anormais, perversões e maldades do ser,
incapaz de ser o que é
torna-se fantasia.

p.r.
10/08/06

22 de novembro de 2007

39 - A Musa

O mal que ataca minha garganta,
o suor frio, o medo, as lagrimas
e o vomito desesperado,
enclausurada sensação que aperta.
Pensante ativo desperta os mais fortes tremores
Infecta a alma que espera a recompensa,
amores,
sem dores,
outono já morta as flores,
Os jardins já comportam pastos,
odores,
Os fantasmas passados tossem e escarram na cara,
Marteladas confundem os sentimentos
a tara,
A mais pura afeição,
o amor ressurge então
e retoma o espaço,
degolado,
no inferno,
necessita de um novo ser,
o condenado,
amante da dúvida,
errante,
o mais puro murmúrio,
o UIVO da nova ERA,
em instantes,
tenta eternizar o pacto.
O sangue que jorra para sempre frases ao espaço,
sofre por amar intensamente o desejo,
em distorcidas realidades do fruto desejado.

p.r.
22/11/07

19 de novembro de 2007

38 - A Rainha dos Cabaré

Sim, era Ela
Santine.
O proprio diamante,
a rainha dos Cabaré.
Que quando queria,
escolhia e consentia,
prazeres aos imundos jovens do submundo,
dos artistas,
do virá.
De numeros e datas à mudar,
em meio a tranzes e descargas,
de nossas vidas já manjadas,
de tão traçadas e marcadas.
Sim, Ela podia.
Pois no após ela acolhia,
sempre um escolhido à gozar.
De seus prazeres incontáveis,
um dia eu irás buscar.

p.r.
05/05/05

12 de novembro de 2007

37 - Para o Bêbado

Raspa las "aspas"
loco como ôco
colo como cola
coca é coca
cola é cola

p.r.

10-08-07

8 de novembro de 2007

O Bode


23 de outubro de 2007

36 - O Deserto

A língua,
surda e muda do deserto,
sopra ventos em mistério
anunciando o oculto e imenso vácuo.
Transbordante de ilusão,
acidentado na contra-mão
mas ainda assim é fértil..

Também nascem plantas no deserto.

O servo,
que não mais serve para o belo,
perde o sono em curtos ternos,
suicídio em fotogramas,
tão confusa e inútil
a trama,
mais bem-sucedida engana,
transforma sonhos em lembranças,
enquanto o surdo louco em transes
anuncia o B.O.

Pior que ficar na mesma,
é mudar para pior.

Pior que sonhar o passado
É o não-futuro a sonhar
Pior que parar o tempo
é afundar o deserto ao mar

Pior que morrer tentando,
É o não-motivo pra tentar.

p.r

23-10-07

19 de outubro de 2007

35 - O Anjo

Um dia acreditei em anjos, apesar de convicto e seguro de minhas realidades, observei uma criatura bela e iluminada.
Imaginei, um anjo.
Tentei me aproximar com intuito de uma nova descoberta.
A não-afirmação do retorno à vida.
A morte anunciada. Fui afundo.
Nadei nas rasas e me encantei. Entreguei os sentidos e me aprofundei.
Me peguei acorrentado, e acreditem, gostei.
Tinha descoberto um guardião. Uma fuga, uma razão para não mais chorar.
Chorei.
De emoção ao dividir momentos de aflição, ódio, amor e completa devoção.
Não tinha olhos para o resto. Cego pela confiança.
No limbo não existem crianças.
Nego.
Nego.
Nego.
Hoje vejo que não existe pureza.
Que aquela sensação de conforto se assemelha à demência.
Que quando me entrego, resta às costas bilhetes de chutes na traseira.
Que apesar de todas palavras ditas, convictas e atemporais, no após a peste sem cura do mar em fissura, descabelada alma que figura, com figurões sem ter questões a discursar.
De mãos dadas esquece o tempo, destrói o que corroe meu alimento, o não mais vida, o não amor, a não perspectiva.
Hoje sofro, novamente, por ser teimoso e insistente, não acreditar em mim quando me dizia..
não existem anjos, não existe vida,
no limbo.

p.r.

19-10-07

34 - O lixo

Lixo
o suco amarelo
do lixo.
Sinto
nao nego,
sou lixo...
no hoje...
na merda...
não minto.
Sem sonhos
nao imploro,
um tiro nos olhos.
sem alívio.

p.r.

19-10-07

11 de outubro de 2007

33 - A Cura

Ato que descarrega
todas as mazelas
obscuras e belas,
mensagens.
Instantaneamente
alertam os estados,
testanto a dança
dos dardos arremessados
ao cerebro.
Que canta em resposta
soletrando notas
levadas ao vento
com as almas livres,
as de momentos.

p.r.

11/10/07

32 - O Soldado

Abandonado,
duplamente enganado
o soldado ferido
Cravou no peito,
a bandeira da amada,
a causa, o conflito
E foi cuspido
na cara, humilhado
destino irônico
Senhor que destroe,
não trarás para nós
nada além de paredes
e abismos.

p.r.
11/10/07

10 de outubro de 2007

31 - O Tenor

A febre,
abre as portas.
O corpo,
expulsa a obra.
Demônio canta as notas
que outrora fora a rota,
definitiva.

Caminho confuso estreita
os olhos.
Perspectiva,
atingir planos tão notórios.
Que vale a vida?
Se entregas, sábia alquimia,
me traz o alívio.
Procura inútil que me guia

Na tentativa,
levanta a cara e encara o dito.
Sem harmonia,
no caos descrito como um limbo.
A agonia,
visão aguçada todo um ciclo.
Não valeria,
todo roteiro num só dia.

Enlouquecia,
tudo de novo repetia
Cada momento,
cada escolha pesaria.
Arrependimento,
palavra exílio proibida.
O tenor atento,
pesava a vida
em balanças.

De um lado o tempo,
tudo destroe sem lamentos
Sobra as lembranças
fragmentadas fantasias
a arrogância,
invertido sentido do termo
bate no peito
centra o ponteiro
alma descansa.

p.r 10-10-07

20 de setembro de 2007

30 - El Magico

Diagnosticado,
atraente tento o ordenado
nado negras águas
rasas escarsas.
Imundas mundanas
não enganas
não flertem juras
ao mágico.

Amarga o tato.
toque que recolhe
ao ralo,
o vaso que acolhe
o nobre,
difere o vaso
do lixo
jogado.

As flores que aguçam
olfato,
esqueceram o passado.
O sádico irônico
que guarda o tempo,
perde o fruto
do reinado.

Nem mesmo o rei
que nada em plumas,
nada espera de águas rasas,
pois sabe o mágico
só as turvas,
refletem
guerras rumo ao nada.


p.r.

20/09/07

6 de julho de 2007

29 - O Gato parado

Passos,
Largos,
e vagarosos.
Instantes, mágicos,
e tenebrosos.
Ossos,
quebrados
nenhum remorso,
da pele,
alva e negra
o rubro escorre.

Aproximava-se do momento
Do cruzamento
Na encruzilhada, da vida
O condenado via
Pelos meus olhos
O verde
Refletia a luz vinda
Do automóvel que na pista
logo atrás surgia

Estranhei velo
estatelado
Nem me parecia gato
Me encarando nos olhos
Querendo dar um recado
Talvez alguma lição
antes da despedida aflita
Ensaiou alguns passos a mais
E retornou pro legado

Tinha desperdiçado suas outras 7 vidas
Como um soldado
apenas esperou o momento citado
Causando náusea à testemunha do acontecido
Que ingenuamente imaginou ser o causador daquilo
Por pensamentos obscuros, pressentido mal visto
Segundos antes
sem gemidos,
esperou seu oficio.

p.r. 06/07/07

5 de julho de 2007

28 - O Terno

O velho terno apertado,
Sufocante, antes peça indispensável,
Continua a disposição no armário há tempos fechado.
O corpo é fechado.
O armário trancado.
O terno é esquecido.
O velho...
Já foi.

Ousado.
Muito antes de usado,
sonhou em ser livre
Em crise,
o soldado
Costurou na pele, cem pontos
Tendo em vista,
Os inimigos derrotados

Pôs no armário
Tirou o terno,
e foi enterrado.
Trancado,
o corpo dentro esquecido
do terno e do armário

Choravam em lagrimas de sangue
Os cegos, gritavam
sem enxergar rente ao muro
os murmúrios voltavam
atormentados pela culpa
muitos jovens cegaram
seguiram trilhos definidos
mas mortos não falam

mesmo os cegos, são vaidosos
destrancaram o armário
corpo podre, velho e esquecido
com o terno do lado.
Pra encobrir toda sujeira
dos cegos,
dos fantasmas,
e do passado.

p.r.
05/07/07

18 de junho de 2007


9 de junho de 2007

* homenagem ao poeta marginal

" Coca para os ricos, Cola para os pobres.
Coca-Cola é isso aí"

de Erickson Luna, falecido agora no inicio do ano.

grande poeta e meu visinho aqui da boa vista...
nao mais será visto nos mercados e butecos da conde
se alguem ja viveu na pele a propria escrita...
foi ele
o bêbado...
o moço.
sem forjações....

grandes sentimentos
do filho de "Xandô".

7 de junho de 2007

27 - Da cor da Morte

Incolor
É a cor da morte
De cheiro ausente,
Fluindo fluidos
instantaneamente
cabelos queimados por corpos ardentes
entrando e saindo
ritmo freqüente

Freneticamente
agulhas que jorram
venenos na mente
nas veias transitam
o alimento ausente
na falta do tóxico
o estomago sente
nem sempre é tão lógico

o fim sem propósito
bate o relógio
inverso ao da vida
inimigo notório
temido no tema
evitado
consorcio
firmado nos termos
enterrado os ossos

06/06/07

p.r

25 de maio de 2007

26 - Lugar Add mi Rável

Sozinho mas não tranqüilo.
Angustiado pouco
Pudor nega
espaço.
Ambiente digno,
dos depósitos deixados
nunca o belo.
Fede o podre já largado
d´alma,
pro esgoto.
Abandonado e renegado
Um aborto,
minha contribuição
só pra completar o ciclo.

p.r.

7 de janeiro de 2007

25- k y w

l e t r a s
quando juntas...
palavras.
saem s o l t a s .
quando muitas...
frases...
as com C
As sem S.
sentiu?
pr

24 - Desconstruindo

Tem dias que me Amo.
Tem dias que me Odeio.
me Amo.
me Odeio.
Amo.
Odeio.
sigo desconstruindo,
a escrita
vida,
morrí
pr
09/06

23 - O Filho do Tempo

O Renegado filho do tempo nao tem tempo para vida,
nasce póstumo e nao espera o amanhã.
Irreversivelmente será tragado pelo absurdo,
se finge de surdo em meio a surtos de cegos imundos,
mas nao eh cego.
nao eh da sua natureza.
a grande falha advem da certeza, da negação da propria vida...
invalida e sem perspectiva...
se é que o amanha o adotará.
pr

01/07

27 de julho de 2006

22- Da violencia

As vezes tenso me pego mo tempo parado pensando em escrever, procurando motivo, sentido, argumento comigo as mazelas que sinto no mundo que vivo, se fingem de vivos,
Para nao padecer.
Dizem certos os honestos que vivem no tédio, da vida de meios na nave sem freios e piloto automatico, petrolho continua caro mas nem por isso me calo.
Combustivel pra minha escrita jah na veia o veneno raro.
Mandando dozes sem neurozes, stilo light, quem nao acompanha late, que eu soletro cada letra pra vcs nao entenderem treta
É o fio da corda, que nao acordas enforca,a cada dia que passa, permanece a desgraça
De tua vida nao vivida, apenas sobrevivida em momentos sobre a vida, Sobreviví da vida
Mal amada
escarra todas as maguas
e joga junto as lagrimas derramadas
em outras datas...
Um nove do cinco nao minto, passei por tudo aquilo
hoje Escobare assino, P. ponto R
nao erre
se inspirando no mestre
B. ponto B assina Bertolt Brecht...
Falar "do rio que tudo arrasta se diz que é violento, mas ninguem diz violenta as margens que o comprimem" rente as margens sempre citadas, aspeadas, pq nao roubo a palavrade poetas que nao tiveram regras
nem comuns refroes
Nao que falar do Rio?
Prefere S P? nao vi Marcola na Tv, tava tocando Gritando HC
Come qui pode? Punk Rock já pode se misturar com REPS?
Em Pernambuco pode.
Pode tudo, so nao perde o conteudo, escreve merda contudo
mexe a bundinha nao aturo
Snoop Dog brasileiro, só pra gravadora e leigo, nao tens o meu respeito mascarado..mas vai sair ileso
Pq nao bato e to liso,o cela sempre no aviso, quer dar um Oi lah no abrigo
TIM na vitrola ate ligo, mas digo
Ta tudo ViVO e cheio de comédia, neguim fazendo midia pra tocar na XuXa eu fico Com Geleia
No Roller Dance domingo, SKATEBOARD ativo, pracinha pra finalizar a session de amigos
E quem diria 7 giros depois, me pego no apos, passando tempo por nao ter apartamento.
So um quarto nojento, estilo 4x4
mas nao eh carro, tinha ate menos espaço que teu auto dentro
Nao será esse o lamento, do Mc aprendendo com vida
escrevendo em linhas tortas
Verdades mortas que ninguem chegaria a ler.
Abaixa a bunda e eleva o cerebro pra entender.

pr
27/07/06

26 de março de 2006

21. Ti Vê

É ela...
sim...
agora sei que é ela.
a mais importante de todas,
as coisas...
pode perguntar para todos
os outros,
objetos.
qual a mais importante?
pq mesmo nos cantos encostada,
será sempre o centro,
dos acontecimentos,
na sala
todos se viram para ela...
uma invejinha dos outros moveis.
é o que resta
pr 03/06

20. Canto para Yage

E quando nos pegamos, sem valores e sem leis,
sem certezas nem verdades,
contemplando apenas as duvidas e os momentos, daquelas vidas de momentos...
Sobrevivida vida mal vivida, mas feita de momentos,
ate achamos que estamos preparados,
de tao vazios e convictos de que nao queremos ter,
verdades da qual ja nao podemos crer.
Quando tudo que foi testado, avaliado e reporvado nos dá nojo,
só nos resta aquela velha e conhecida sensação
do Eterno Retorno.
Eu sei que o Vazio vai continuar.
Eu sei,
ele veio,
ele vai ficar.
pr 12/04
*musica vulgarz

19. O encontro de Alex Renton com um jovem Humano

E certa vez,perguntaram para Alex Renton o porque dele escrever.
Pode ser considerada uma pergunta boba para muitos.
Palavras como Amor, Paixão, Dor e toda bela Emoção,
descrita na escrita,
seriam respostas corretas, mas não muito definitivas,
por fazerem parte de uma certa cartilha,
talvez ate previsível para jornalistas e entrevistados,
sendo respostas um tanto abstratas, mas de muito sucesso entre as pessoas, assim como seus Deuses.
Seria Alex Renton, um grande holograma(ou fundo verde), criado para encarnar pensamentos obscuros e linguagens omissas de responsabilidades?
Talvez.
Ele responde então, do fundo de sua estupidez, que o excesso de "aspas" faz com que seu pensamento torne-se mais original, pois nunca havia ele de usar uma aspa.
A resposta fez com que o jovem curioso pensasse durantes dias, chegando a uma conclusão esclarecedora, de que Renton ou era um louco,
ou um genuíno Gênio.
Passaram-se semanas ate um novo encontro junto a entidade de Renton com a finalidade de fazer uma confissão esclarecedora, que seria de fundamental importância para o seu novo aprendizado(para essas sessoes, o jovem precisava passar por uma serie de rituais, envolvendo chá e papeis magicos banhados de poeiras).
Ele mostra-se mais humano e determinado, e depois de muito intelecto adquirido de forma progressiva por meio de livros e mais livros alheios, implantados como ships em sua mente, afirma que Alex havia mentido.
Teria chegado a uma nova conclusão de que Alex Renton, escrevia pela necessidade de ter seus pensamentos "originais" aspados.
Alex respondeu apenas que o jovem era humano demais para entender a escrita.
O jovem demonstrando novamente ser humano dimais, se deu por convencido, mas fez uma ultima observação.
-Não seriam todos estes escritores lidos por mim, também humanos?
-Sim
-E o que você me diz disso?
-Não existem respostas, apenas perguntas.
E perguntas não contem aspas.
pr 03/06

18. Usuários de Drivers

Como sempre passam meses, talvez anos, mas o drive ta sempre por lá.
Lá onde o canal transborda fetos desamados com vermes misturados a crianças, mergulhando no lixo defecado por nos, que não nos importamos com isso...
pois não temos tempo,
só para dar uma passadinha no drive.
O arco amarelo que cruza os céus dos seus deuses me lembra,
muito o drive do inferno frente a igreja...
perto do campinho, onde não tem bola nem esportes, só areia e pedras.
Os limpos cidadãos que consomem o drive amarelo,
são os mesmos que defecam no canal seus vermes sintéticos,
banhando assim de merda, a vida de merda dos moradores do drive do inferno.
Como são belos os usuários do inferno, parecem zumbis.
Sem muitas revoluções, esperam apenas por outros ladrões,
a pedir aviões sem perspectivas de soluções, pois não têm tempo para isso.
Afinal, o que é o tempo para os usuários de drives???
A vida passa rápida,
como o transito da massa de gente, que não sente a desgraça vivida por muitos da raça odiada, de madrugada nas praças fantasmas, há espera de um bom gado a ser enganado, apenas para satisfazer suas fomes incalculáveis de drives.
Estão próximos, é verdade .
Também são tão parecidos que estava ate esquecido, que um simples pulo sobre o canal, passando para o lado do normal,
me leva do inferno ao arco amarelo,
onde todos somos bem atendidos,
fazemos nossos pedidos, e também somos enganados.
No drive amarelo você também não precisa pagar a propina para os ladrões da ordem,
que vivem de roubar o sangue furtado dos viciados em drivers de inferno.
No drive amarelo, é tudo perfeito.
Balanços, brindes e ainda tem o amiguinho de cabelo vermelho,
que nos da sempre boas vindas para os boas vidas,
que vivem de consumir as gorduras fritas e mais algumas coisitas com acesso a web,
sempre por perto para uma nova opção de mundinho,
pois o nosso já esta vencido.
É demais, tudo perfeito.

Ontem não consegui, fui fraco, cruzei o drive do inferno, vi toda guerra que mata os inocentes indecentes,
viciados com menos de 10 longe ao ventre,
todos já com dedos amarelos, o que me fez lembrar do arco.
Não consegui, fui enganado.
Novamente duplamente, minha mente ausente,
junto a São Jorge e dragões valentes numa guerra sem precedentes,
apenas usuários viciados e carros da narcóticos presentes,
para dar uma boa cartada.
A adrenalina me fez passar mal,
fugindo em saltos rápidos por cima do canal, chego ao reino do normal.
E o que vejo??? O drive amarelo.
Não consegui me conter, dei uma ultima passadinha nele também.
Sou um viciado em drivers.
pr 12/05

17. Hoje estou cansado

Não tenho mais pra que escrever, nem pra quem, nem um porque escrever...
Estou cansado de escrever para ninguém ler, estou cansado de viver para sobreviver, estou cansado de retratar apenas para o “eu” olhar, estou cansado de gritar para fingir tocar.
Estou cansado de ralar pra na mesma ficar,
estou cansado de mendigar cantigas sem ganhar,
cansado também estou de tanto reclamar,
da vida amarga sempre tenho de falar.
Mas se não dela fosse eu aqui falar, meus versos seriam sempre os mesmo a averiguar.
Aquele amor que não foi correspondido,
aquela dor da perda de um amigo.
Os assuntos sempre estão tão próximos, a verdade nem sempre é tão lógico.
O real pra mim existe numa tira, aquela que vc tira e nem desconfia do que pra mim aquilo valia.
Percepções aguçadas por substancias, ilícitas substancias que me deixam à ganância.
Ganância de querer fazer sempre mais, ganância esta que nunca me deixa em paz.
A cada dia que me perco na agonia,
de querer, saber poder e nunca ter.
Ter aquilo que se quer ter,
sempre mais, um pouco mais retornar a viver.
Ter momentos memoráveis, não apenas sustentáveis.
Sustentar minhas paixões, os meus vícios e missões.
Fazer aquilo que me e certo, independente se me vale méritos.
Não preciso de teus falsos argumentos, que pra mim só servem pra jumentos.
Adestrados, manipulados e enganados, como é linda minha sociedade do caos sustentável. Miseráveis tocam sempre sua porta, e vc acha que não deve dar esmola. Pois aquilo que vc tem, foi tirado deles,
este mundinho em que vives queira ou não também é deles.
Pois somos nos, que estamos a margem ,
que pensamos a margem e que fazemos essa margem,
os locutores desta guerra imunda que inunda o mundo obscuro.
Somos nos as criaturinhas riscadas e diferentes,
que seus filhos olham e querem ser também d´agente.
Mas gente como agente não se acha em todo lugar,
gente como eu não brota no seu altar.
Gente que não quer saber a solução para mudar,
gente que apenas está perdido e não consegue se achar.
Não querer achar não é uma dádiva,
viver por viver é o pior mágica que faz os imundos jovens continuarem a brincadeira.
Não encontro soluções, também não quero soluções,
não encontro verdades, também não quero suas verdades.
Na verdade não encontro nada, também não quero procurar o nada.
Ele esta aqui , bem aqui do nosso lado,
bem aqui no absurdo.
Fomos jogados neste mundo para vivermos apenas os meios, nem mais nem menos.
E se vivermos um pouco mais que isso, apenas não lembraremos....
pois é , pode parecer esquisito,
mas é.
pr 19/04/05

16. Como um Lobo

O que faz valer o prazer de apunhalar pelas costas sem remorsos, vértebras e ossos, daquele que nunca te feriu e te quis tão bem?
O que esperar daquele inimigo tão intimo, do qual chamamos de amigo e aspiramos sonhos belos de futuros promissores.
O que fazer quando pegar-se enganado, ridicularizado e humilhado, que chora lágrimas não de alegria ou dor, e sim de despreso.
O quanto pode um “homem” fazer para destruir, tudo que se construiu durante anos, cultivando amizade e desfrutando experiências de arcanjos, para depois jogar tudo no vaso e puxar a corda que lhe dá seu verdadeiro valor.
Seria inveja?
Sentimento inferior ou doença?
Loucura seria descartada, pois não seriamos todos??
Mas e o respeito?
Sera que vale fazer o bem, pensar o bem e ser o bem? Se por traz tudo que existe de mal te coroe aos poucos e te traz ódio.
Odiar aquele que te traiu?
Talvez não,
o ódio é tão grande quanto o amor.
Não mereces meu ódio.
Apenas o desprezo, ser indiferente.
Mereces o NADA, nenhum grande sentimento,
nem preces nem lamentos, apenas não mereces, mereces o não.
Não e...
Não.
pr 19/10/04

15. Apenas 1 dia

E dentro de alguns dias, era ela que me dava o brilho, a alegria, que me dava o bem.
Estar feliz mesmo sem alguém.
Me fez esquecer àquela outra, da qual a vida louca me assustava e desgastava.
Mas não, agora não.
Agora ela me apareceu repentinamente, fisgando pelos dentes, com seu sorriso encantador e rosto de deusa egípcia, transbordando de boas energias e enchendo um pouco mais o meu vazio.
Porque com ela as coisas encaixam, tão simples, tão transparentes, tão belas. Pois é, você é a bela da minha comedia confusa e marcada pelos maus traços e tratos desta minha vida mal vivida e novamente...
confusa, de momentos.
Foi uma semana de espera pelo grande momento, pois nesta vida de momentos não existe o certo, apenas os momentos...Àquele certo...
seria ele?
Não sei.
Sei que pra mim foi o grande momento, que sem precisar dos sujos argumentos, ate a lua me levastes, não tendo que pagar o embarque que tão rápido desci.
Voltei ao meu mundo.
Naquele outro dia, em que na noite me fugias, confuso e triste eu fiquei. Uma faca atravessava minha alma, a cada momento em que distanciavas e sem palavras de conforto.
Ora senão eu agora que sou o tolo, com lagrimas à escrever, palavras para mim que nunca iras ler, pois vc não precisa, vc esta bem e forte, vc esta firme, é bela, está perto de ser tudo, ao menos agora em que escrevo,
quando me pego com apego, a coisas que realmente nunca tive e espero nunca ter(sera??) .
Não preciso de dores, não preciso mais de amores, serei como sempre fui....
friu, confuso e sozinho....
sempre só....
zinho.
pr 11/12/2004

14. Cintilantemente Branco

Enlouquecidos versos esquecidos,
Transmitem as loucuras de momentos
Em que eu fora um herói invencível
Transcrevendo anotações de transes
Que apenas esperam pelo momento certo.
Aquele a que todos esperam...Sinto carência de algum alguém
Alguém que seja o que seja, hora veja
Quem sou eu para falar
Daquilo que não ainda não aprendi a amar....
pr 11/06/04

13. Coração de Prata

Bonita garota do coração de...
Prata.
Não podes ser meu ouro ou tesouro
Mas és minha amiga.
Muito bela amiga minha, confidencio minhas alegrias,e também meus desesperos, meus anseios.Àqueles segredos que nem mesmo ELA,que “tem” o coração de ouro, e que ainda não encontrei poderia saber..
Você sabe.
Acho que conheces bem como sou,
Não escrevo tão bem quando premeditado,
Não escrevo tão bem também quando não é para falar de meus casos
As vezes escrevo ao acaso e me caso com a escrita
Brinco horas, passo horas à pensar o que escrever
Mas só quando começo é que sei aquilo que irás ler.
Verá palavras confusas, Desta minha vida sem sentido
Mas não seria apenas o fato de escreverum bom sentido??
Pra que os sentidos?Pra que tanto arrodeio,São apenas palavras, Que tento usar para descrever...
Para tentar te descrever
Hoje o texto parece difícil.
Jogar no papel seus belos adjetivos,assim como suas loucuras de momento
Pois sei que simpatizas com momentos,e esses sim devem ficar.Cada um, um universo
Logo dois surge o conflito
Respeitar a sintonia,já se torna um grande ofício.
E este oficio sabes fazer
Pois quando te ligo com meus tormentos que podem não te fazer tanto sentido,palavras de conforto dizes ao meu ouvido.Por isso devo sempre te agradecer.Por se importar tanto comigo,pois me importo também contigo.Por ser sempre tão sincera,logo outro adjetivoque sem se esforçar muito relembrei,
desta grande pessoa que do tempo ganhei.
Pois é ele, o grande rei
que nos mostra as noções e as linhas,linhas de tempo, de espaço,que controla tudo que faço
e nos empresta alguns segundos.
Nada mais que isso temos
Apenas algumas dúvidas e segundos
desta louca e amarga vida
do meu mundo, o submundo.
pr 18/02/04

12. A Garota da Borboleta

Que linda garota
Linda bela garota bela
Dançando sempre só
Melhor assim...Só olho pra ela

Porque novamente hoje
Me pego com apego
Aquela bela garota bela
Nos meus sonhos tens meus beijos

Quando danço longe a ti
Bem de longe já te vejo
A garota do malabares
Que desperta meus desejos

Que desejo vem tão forte
Quando frito a te ver
Se te falo não te digo
Esse maravilhoso jeito de ser

Pois vêem das terras onde neva
No dia a neve me interveio
De tanta neve no meu corpo
Me fugiste sendo o ouro

Ouro pra mim que é recompensa
Quando hoje só penso em ti
Amanham novamente te ver
Queria te ter junto aqui

Pois de você não sei nada
Logo o nome me recordo
Me recordo de momentos
Para não ficar o óbito...

Pois quando tempo logo passa
De teu rosto pouco lembro
Mas quando te vejo na balada
A borboleta me declara

A garota da borboleta
Digo é essa a mulher
A mulher que hoje quero
Nada mais pra mim só ela

Pois só ela eu preciso
Linda bela garota bela
A garota da borboleta
Hoje meus sonhos são pra ela....
pr 12/04/05

11. O Pequeno Passaro

O pequeno pássaro surge na noite e dá a sua luz de alegria àqueles indecentes, viciosos e malvados delinqüentes, do submundo sujo da classe media sem causa.
Causa euforia nos sorrisos banguelas das confusões, estremecendo os corpos marcados pelos traços da vida sem rumo e confusa, dos jovens espertos, malandros, e que não deixam passar a oportunidade de um bom golpe.
O que queres? – pergunta o pequeno pássaro.
Queremos orgias, dizem os infelizes.
E assim, o pequeno pássaro faz as nossas vontades. Leva-nos para a terra das orgias infinitas, banhadas por álcool, ervas, pó e pedras, em quartos sujos do submundo, com “garotas perdidas na vida” deprimente, que sobrevivem de dar prazer para vermes imundos, gordos, sujos e asquerosos, e também para nós.
Quando estão todos na fissura, o pássaro pergunta - O que Querem ??
E todos respondem de uma só vez:
-Queremos a João.
João de sobrenome Barros, àquele podre, sujo e imundo bairro.
E novamente, o pequeno pássaro nos leva ate elas, aquelas pedrinhas que estalam e nos levam aonde não imaginam chegar os prazeres de quem nunca conheceu.
Finalmente resta a noia, com seus olhos esbugalhados.
Querem mais? – pergunta o pequeno pássaro.
-Não, não agüentamos mais pequeno pássaro.
Mas ele não se conforma, ele quer dar mais prazer.
Novamente sai a procura de sanguessugas, para proporciona-lhes momentos de agonia, gozo e euforia.
Mas o pequeno pássaro é fraco, e como já diz no nome, pequeno.
Acho que ele não vai agüentar.
Acho que o pequeno pássaro de tanto dar prazer,
vai morrer.

09/12/04

p.r.

10. Filmes de Cadaveres

Quando escrevo, penso e falo o que se passaO que passa aqui dentro e que jogo sem pensar.
São as palavras saindo soltas,
são as palavras verdadeiras.
É o que realmente sinto, agora, aqui mesmo.
Neste momento não existe fingimento,
quando se escreve para os outros pode parecer falso, mas aqui, escrevo para mim.
Não preciso me esconder, não posso fugir, não tem como fugir.
Eu sei bem o que se passa aqui. As vezes penso que apenas acho que sei, mas agora estou bem seguro de que não sei mais o que passa.
Ora se não, então o que escrevo? Escrevo para me contradizer???
Talvez sim.
Talvez seja bom eu me vigiar um pouco...
Talvez eu me engane,
talvez eu tente me enganar..
Mas o que vejo não posso negar,
o que sinto não posso explicar.
Posso apenas sentir, posso gozar...
Devemos sempre gozar....
gozar...
A cidade é a mesma, ela continua sempre igual. Ela é suja, ela fede.
Eu também.
Você também.
Todos fedem,
Todos temos alguns segredos.
Eu tenho um cadáver escondido em meu armário que só eu sei quem é(ou era).
Você também tem um???
Acho que todos nos temos nossos cadáveres escondidos, ou pelo menos todos deveriam ter...
Se você não tem, é pq ainda não descobriu.
É porque não procurou direito,
Talvez você tente esquecer,
talvez você realmente tenha esquecido. Mas vamos lá amigo, faça uma força, tente se lembrar.
Lembra daquele dia??? O Sol estava tão belo, tudo parecia lindo, as coisas estavam quase se encaixando,
Mas havia um problema...
Vc não conseguia ver o belo.Eu também não conseguia...acho que ate hoje não consigo..
São tantas mazelas, tantas moléstias...
Tantas vidas estão jogadas...
Tantos segredos estão guardados...
Mas precisamos dos segredos,
precisamos do cadáver.
Talvez assim possamos nos sentir mais seguros, mais sábios.
Nossos cadáveres, só nos sabemos quem são, ou o que eles são....M
elhor ainda, o que eles foram...É provável que tenham significado algo...
Pode ser algo bom, aí te traz amor...
Também pode ser detestável, pode te trazer ódio.
Mas certamente te trará os velhos sentimentos, àqueles mesmos que não podemos explicar,
Mas podemos sentir.
Devemos gozar...
Sim , isso mesmo...Vamos gozarVamos gozar de todas as possibilidades,
Vamos gozar daqueles que acham saber.
Vamos gozar também daquelas que nos trazem prazer.
Precisamos de mais prazeres, preciso de algo há fazer, pois não posso parar, não podemos parar.
Pois ele não para, e nos vigia também.
Mas ele não é deus, porem, está em todo lugar, isso mesmo,
a toda hora ele está..
Quer dizer , não é ele, na verdade é ela...Ela mesmo que te leva e não te traz...
Ela que todos conhecem mas não sabem como ela faz.
Como vai fazer no dia que virá te conhecer.
Pois nos conhecemos ela, mais ela não nos conhece.
Ela só poderá nos ver apenas por um instanteMas que instante...
que instanteNessa hora talvez tudo faça sentidoOu também tudo continue vazio.
Mas vamos lá, não desanime agora, vamos falar de coisas boas.
Falaremos do amor.
Não, amor é muito banal,
Podemos falar então da questão socialSão tantas questões, tantos argumentosSempre escolhemosMeu café é com leite, mas só em casaNo trabalho é puro e escuro
Não tem moleza, não tem escolha.
Preciso ter um meio de viver, mas assim, o que faço é apenas sobreviver...
Não consigo viver de meus prazeres.
O certo seria viver para meus prazeres, mas o momento me tira da linha.
Esta torta e não tem fim...
Melhor assim, essa é a linha que eu quero seguir...
Pois sempre fui torto, e não me lembro do começo.
Assim como não sei o desfecho.
É como um filme, na pré estréia, onde eu quero ser o ator. Não quero ser telespectador,E também não quero ser coadjuvanteNessa confusa nova historia, não existem muitas gloriasPelo menos ate o presente instante...Mas acredito que o filme está no começoNão sei quando ele acabará ,
não sei bem se ele acabará...
Sei que esta passando, ele esta projetadoNão sei também quem o assiste,
sei que alguém assisteAh sim...
Já ia esquecendo,Aqui não se recebe para atuara moeda é outra,
se paga com vidaIsso mesmo,a própria vida é a recompensa.
Então é melhor continuar atuando.
Pois já perdi bastante tempo observando...


04/02/05

p.r.

9. Dois Zero, Zero Quatro

Dois Zero.
Zero e Quatro.Dois amores eu perdi, zero é o numero que hoje sou.
Novamente zero pra lembrar do que nao fiz,
quatro é o numero de horas que perdí.
A cada dia começava a agonia, que logo apos se tornavam escritas.
Bastantes letras e sentidos encontrei, mas muito mais vazio me tornei.
Pois hoje já não tenho mais meu grande sentido, minha música ja nao é nada,meus sonhos pararam,minha vida tornou-se um tanto conturbada e cada vez mais aprendo que nao sei.
Nao sei o que será dos meus amores.
Nao sei bem se tenho amores.
Nao sei se ainda me amam...
Nao sei se ainda amo.
Nao sei se amo o que faço, sei que perdi muito tempo parado.
Um ano amaldiçoado, que para traz deve ficar.
Planos não completados, teorias a amontoar.
Que neste ano descobri, que nao devo dar tanto valor ao que nao é só meu.
Pois quando me pego engajado, amordaçado e entregue, me sinto traído.
Sinto que nao correspondem ao meu trabalho.
Sinto falta de tempos memoráveis, dos planos do futuro, das correrias sem rumo,
mas que pra mim faziam sentido.
Pois é, perdi tudo isso.
Perdi mais,perdi amigos,
que no passado me fortaleciam, nos uníamos e fortalecíamos,
tínhamos vontade e garra, para nada cabreirava.
Sabíamos do potencial, mas a vida prega uns trotes.
Não consegui corresponder então aquela que estava tão próxima, que eu era seu sentido...
ora veja, logo eu, que nao faço nenhum sentido,
que nao sei se existo...
virar um sentido?
Nao criança, nao se iludas de esperanças de uma vida tão concreta...
pois quando lembro do que sou, ainda falta muita terra,
pro mago percorrer, pro mago conhecer....
pro maguinho aprender a novamente um sentido ter,
pois nao quero mais perder tantos queridos, tenho medo de perder tudo dinovo.
Quem sabe um dia reencontrar os meus amores, quem sabe um dia poder mesmo ser o que sou.
Tornar-me o que sou.
Um bom caminho para aqueles que perdi, é o desejo real que sinto aqui, bem dentro de mim, neste coração de pedra.
Pedra que as vezes fraqueja,
pedra que as vezes machuca.
Pedra que não raciocina,
pedra que nao sabe o que faz.
Pedra que se torna cada vez mais vulgarz.


01/05


p.r.

8. Email nao enviado

Pois eh, quem diria,um dia, aconteceria...
aquela por quem tanto sonhara, por um dia a tive em minhas garras... nao pude desfrutar de tal acontecimento por muito tempo, pois o tempo naquele dia inimigo meu foi. Levou-a para casa logo cedo, que as 4 amanhecia...
O sol brilhava tao logo que eu nem percebia o tempo que perdi...Oh tempo, pq es assim, pq nao deixas passar um segundo a mais do que o merecido...pq nao tentas me ajudar com esse meu amor nao retribuido, pq, pq e pq??
Quantos pq mais perguntareis a tu que es o astro rei, que conecta o meu espaço e me da as noçoes... da vida, alegria e emoçoes, que com ela quero hoje viver, amanha novamente te ver para depois em minha cama nos meus braços te ter...ter...ter...como quero te ter, poder te pegar, levar para passear e falar baboseiras sem sentido, pois para mim jah és um grande sentido, soh sentindo o que sinto quando estou contigo...
Euforias e agonias, me torno menino,eh ninhuma...eu sou o menino, que quer ter a grande recompensa de teus bens tratos sobre minha aparencia...
Que hoje jah nao quero mais sofrer... o que para ti dizer ??? no momento em que te vejos, eh o meu maior desejo, saber falar coisas boas, sejam elas filosofias ou aquelas boas conversas tolas, da qualnos fazem rir e olhar nos olhos...Pois para mim isso basta, te ver olhar em meus olhos e ficar a me observar...ate meio errado poderei ficar, mas quem nao ficaria???Com toda tua beleza me olhando firme com alegria, teria ganho o meu dia...sem ganhos demais e euforias...sem os vicios as velhas agonias....gostaria apenas de alguns momentos...Alguns momentos contigo para poder fazer deles os argumentos e te ver outras e muitas outras vezes... Sem precisar de falsas baladas sem graça, quesoh vc me da o ar, me da a propria graça, nao tendo que passar por migalhas de prazeres, de olhares famintos por... mais prazeres...É isso que me dá... mas nao me dá porcompleto, pois quando te vejo e nao me olhas fico inquieto...
não sei se es mesmo asssim tao timida como dizes e dizem....
nao sei se estou tao chato como axo e sinto...
as vezes penso que te incomodo...
as vezes penso que tu me evitas....
as vezes fico mal por nao te ter...
as vezes fico mal por axar que nao me queres ter...
apenas isso precisaria de saber para continuar a te escrever...ou nunca mais mandar mensagens da qual vc nao se contentaa em leerrr....se de mim nao queres nada...depois de tudo que te falo e deposito minhas magoas...nao fique magoada comigo e nem tao pouco ficarei contigo...pois pra mim um grande castigo...seria ser pensado mal a teus olhos por meus vicios...que dos maiores, entre eles, HOJE está vc...eh isso mesmo...
pr 12/04

Diario de Bordo

A tarde passa pela brecha da janela. Os motores fazem ventar o barulho moderno das aeronaves velhas do terceiro mundo. O sol se vai, são 5h. O agora me faz pensar. Tantas idéias, tantos momentos. Tantos sonhos, tantos lamentos, e eu aqui a escrever, palavras que dificilmente alguém irá chegar a ler. O mundo não é maravilhoso, as pessoas não são maravilhosas. O ódio é tão normal... dá para aprecia-lo nos rostos do futuro sem futuro. Terei futuro?? Não. Serei apenas mais um a contemplar a dúvida... Palavras, imagens, e sons... artes ordinárias que de extra, apenas a rotina e os ofícios. Tantas mágoas, tantas dúvidas, palavras de momentos para esta minha vida sem argumento. Tantos sonhos, novamente dúvidas. Cabeça a 1000, projetos para o infinito, sonhos na noite a espera do momento que dificilmente virá.... esta é a vida, injusta vida... e eu aqui batendo ponto(s).
Pablo Ravel 25/07/04

6. Release Vulgarz

Versos jogados no papel, lembranças de uma vida conturbada, emoções e agonias cotidianas juntas auxiliadas de acordes de guitarras rasgadas, junto a vocais que gritam as incertezas e desilusões de uma vida sem sentido, origem ou desfecho.
Você já teve a sensação de ter sido enganado?
Vulgarz é isso.
É o grito preso na garganta que não quer calar, que quer denunciar aquilo que não mais pode molestar-nos, não mais nos usará.
É a gota d´agua, o fio de corda que você não acorda e se enforca a cada dia. É a vontade de amar, a vontade de odiar. São todos os prazeres juntos. É a grande festa de Dionísio, é jogar toda moral no lixo, porque aqui não existem leis nem o certo, pois o bem e o mal são apenas visões de uma mente infectada e mal amada pelo mundo. É todo sentimento de decepção, é uma musica pesada e apolítica, pois não queremos fazer parte desta farsa. Não somos uma banda revolucionária, longe disso, Revoluções são feitas no campo de batalha, Nosso papel e registrar estes momentos com a arte, Não perderemos nossas vidas por falsos lideres e suas ambições.
O sangue derramado não será o nosso.
Formada no inverno de 2004, a banda tem um longo caminho a trilhar, Mundos a descobrir e experiências à compartilhar.
É uma troca,
Não cantamos verdades únicas
Tocamos visões, tocamos desabafos, Tocamos o que vemos e aprendemos nos descasos e casos da vida destes imundos e sujos jovens da nova Era que vem chegando. Somos nos estes jovens marcados pelos traços desta vida mal vivida e feita de momentos.
Vulgarz é tudo isso junto jogado no vaso e puxado a corda sem que a água desça.
É aquele som de momento,
É viver o próprio momento
Pois o presente da vida é o agora e o tempo não nos empresta nem mais 1 segundo do que ele tem reservado para nós.
pr

5. Dualid Addes

Do homem, quero a mulher
Do universo, tenho a mente
A verdade, pela visão
Dos sentidos, quero o prazer.

Das emoções, as do presente
Do presente, tirar tudo
Do tudo, não esperar nada
Da espera, a pior dor...

Das dores, as não vividas
Das vidas, as de momento
Dos momentos, nosssos presentes
O agora, é o que temos

De ter, a sabedoria
Não ter, a moralidade
Imoral, é o ofício
Dos vícios, o que esperar????
pr 13/10/04

4. Canto para minha amada

Apenas um dia,
dia perfeito apenas.
Em que a compaixão e a pena, não viriam mais acena.
Dia maravilhoso, tudo amanhecera azul.
A vontade de ser e o desejo de poder,
já estariam rumo ao sul.
As 24 horas, revertidas no agora.
As emoções e vícios, estariam no ofício.
Os motivos seriam os mesmos,
prioridades do desejo.
Desejo que movimenta, tudo aquilo que nos alimenta.
Bocas sedentas de vício,
mas tão belos eram os vícios, que seriam outra palavra.
Palavra que teria, significados de euforia,
trazendo de volta a alegria, de viver a cada dia.
No dia das 24 horas, mas que seriam no agora.
Aquelas vidas de momentos, seriam as certas de argumento.
Pois pra que serve o mundo??? Se não for pra esperar...
A mulher,
os vícios,
os mesmos argumentos e ofícios,
que do passado relembrei, pois viví e nao esperei.
Para que quando vieres me buscar,
preparado vou estar,
pois és minha única certeza, que de tão linda sua face me dá até tristeza,
pois te verei apenas uma vez.
Que para mim suficiente,
será o momento em que vou tê-la entre os dentes.
Fisgado, assustado, amargurado, talvez sozinho mas feliz.
Pois terei vivido a cada dia,
as emoções que me valia, poder viver outra vez...

p.r.

25/05/04

3. Para Sergio - O fio da corda que não te acorda, te enforca.

Hoje tive um sonho, sonhei com uma corda.
Não sei bem se era uma corda, mas sei que ela enforca.
Enforcava não só eu, enforcava toda uma geração.
Mas não era uma qualquer, era minha geração.
Pode ser chamada de destrutiva, ou auto-destrutiva.
Não sei se nos destruímos ou se nos destroem,
sei que a cada dia, um novo ente próximo se corroe.
Corroe de todas as maneiras, do salto louco ate o chão.
Corroe também com uma corda,
no pescoço longe ao chão.
O chão que nos pisamos e sujo e maltratado.
Não diferente de nossas vidas, que tem sempre final amargo.
Amarga vida já foi bela,
belos sonhos e loucuras, daquelas pessoas tão lindas, que admirava sua ternura.
Onde quer que fosse, tinha carisma e respeito,
vida louca e intensa, sei que tiraste bom proveito.
Mas outro próximo se já se foi, não sei se era isso que queria,
ter uma historia tão bela, com desfecho de agonia.
Aqueles minutos que restaram, pendurado pelo pescoço,
seriam eles os últimos daquela vida sem esboço?
Mas uma vida tão jogada, de pó e pedra nóia a alma,
aquela alma que era bela,
aqueles vícios ofuscava.
Talvez fizessem parte da sua historia,
de suas historias de loucura,
mas pobre criança não vogara, não por isso te admirava.
Admirava pelo espírito, livre e de aventuras.
Admirava por você, que dava conselhos de ajuda.
Mesmo quando,
no assunto era errôneo,
sempre nos aconselhava, pra não cairmos no abandono.
O abandono que tiveste, em teus últimos momentos,
talvez apenas mais uma conversa, pra me dizeres teus lamentos.
Com isso hoje eu lamento, por não poder mais te ajudar,
por isso hoje eu te escrevo, Para sempre de ti lembrar...

p.r.

07/04/05

2. O que mais escrever??

O que mais escrever pra tí, que és tu mesmo a ler o que escreveste...
Engraçado, cômico, talvez louco ou amargo.
O mago sempre a escrever suas palavras instantâneas...
Penso às vezes, como penso e escrevo sem pensar,
só de tentar parar para pensar o que escrever, já perdi tempo sem mesmo ver.
As palavras soltas caem como fruto, proibido sujo e imundo que o mundo me reserva. Escrevo cartas que nao são dialéticas, nem são tão sem sentido.
Escrevo pra mim,
escrevo pra amigos,
para os meus amores escondidos, que só eu sei quem são.
Pois não seriam elas minhas musas???
Que me fazem perder a linha...
linha do tempo,
linha do espaço,
linha que guia tudo que faço, pois quando estou apaixonado, uma única linha eu sigo...
linha que liga ao abismo dos sentimentos mais lindos,
jogados no vazio do meu ser,
sem serem compartilhados...
por isso torno a escrever,
pra no papel, alegrias e agonias descrever sem que ninguém possa ler,
pois sou muito reservado(heheh).
Reservo meu tempo, meus estados, para no momento certo desfrutá-los.
Posso perder momentos com isso, é certo.
Mas quando certo torna incerto, logo alegria desanima...
lembrar da vida,
lembrar das brigas,
dos descasos...
assim como dos belos casos, novamente tornar a lembrar...
pensando, escrevendo, vivendo.
Novamente tornar a escrever...
Novamente sem saber o que escrever..


p.r.

12/04

1. C.rianças R.eproduzidas e A.niquiladas, C.riaturas K.armadas

Vidas e momentos,
Vidas de momentos,
ou apenas momentos da vida.
Mal vivida vida, mau vida
apenas sobrevivida, em momentos sobre a vida.
Sobrevivida vida mal vivida, mas feita de momentos.
Escolhas de momentos, escolhas da vida, louca vida.
Submundo subnutrido, nutrido de vida, mas apenas sobrevivida, é a vida dos sobreviventes, que desde o ventre já marcada, predestinada e mal amada.
Penosos e grudentos, dizimados pelo vício,
que nao tão belo é o vício, do futuro dizimado.
Sobreviventes sem futuro, têm apenas o momento,
que foge quando o trago louco a lua leva,
do gozo a nóia é o que resta.
Só os ossos agora fica, porque a rocha é mais pesada...
De quantas almas que precisas??
Qual a próxima será enterrada??

p.r.

14/07/04