8 de maio de 2010

95 - Meu DoN de Querer o Não me Ter no Errado Tempo

A noite lenta e vazia silencia
a angustia presete,
resultante da ausência de sonhos
tão constantes
nesses momentos
de sombras,
que flutuam impalpáveis
num acordo mudo com tudo.
Descreve-se o luar pela dádiva,
a perfeita visão da inesgotável sensação
apaixonante do novo seio em mãos
amáveis,
pela primeira vez em contato
que escape,
aos olhos verdes tão lindos e questionáveis,
num interrogatório tão satisfatório quanto
a visão atenta das safiras fixas
cercadas por um luto
em minha face,
ainda não amarga.
Passei a noite a observá-la, ali,
linda e estática
enquanto dormia intocada.
Por poucas vezes pude desfrutar
de uma noite inteira a observar
uma criatura tão linda,
que adoeceu-me a idéia
de que aquela última seria,
a mesma noite ingrata
que me traz os tesouros
e me leva a alma,
ainda intocada.

p.r.
14.07.08

1 Comments:

Blogger Júlia said...

dois anos depois e esse texto volta por aqui. coisalinda :*

3:19 AM  

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